
“Meu(minha) filho(a) não tem amigos.” “Ele(a) quer se aproximar, mas não sabe como.” “Ele(a) conversa bem em casa, porém fica isolado(a) na escola.” “Meu(minha) filho(a) até faz amizades, mas elas não duram.”
Essas são preocupações frequentes entre pais, mães e responsáveis. Durante a infância e a adolescência, as amizades ocupam um lugar importante no desenvolvimento emocional e social. É por meio delas que crianças e adolescentes aprendem a compartilhar interesses, negociar diferenças, lidar com frustrações, resolver conflitos e construir vínculos fora do ambiente familiar.
No entanto, nem todo adolescente desenvolve essas habilidades da mesma maneira ou no mesmo ritmo. Alguns iniciam conversas e entram em grupos com facilidade. Outros querem fazer amigos, mas não sabem como se aproximar, manter uma conversa ou transformar um contato ocasional em uma amizade.
Quando isso acontece, é comum surgir a dúvida: a dificuldade para fazer amigos faz parte da personalidade do(a) meu(minha) filho(a) ou indica que ele(ela) precisa de ajuda?
Nem todo adolescente precisa ter muitos amigos
Ter poucos amigos não significa necessariamente que exista um problema. Algumas pessoas preferem relações mais próximas e seletivas, sentem-se melhor em grupos pequenos ou precisam de mais tempo para confiar nos outros. Um adolescente pode ter apenas um ou dois amigos e estar satisfeito com sua vida social.
Também é importante diferenciar isolamento de preferência por ficar sozinho(a). Alguns adolescentes gostam de passar parte do tempo sozinhos, dedicando-se a jogos, leituras, música, atividades criativas ou interesses específicos, sem que isso lhes provoque sofrimento.
A situação merece maior atenção quando existe uma diferença entre o que o adolescente deseja e o que consegue vivenciar. Ele(a) pode querer ter amigos, participar de grupos ou ser convidado para atividades, mas enfrentar dificuldades repetidas para alcançar esses objetivos.
O número de amizades, portanto, é menos importante do que a qualidade das relações, o grau de satisfação do adolescente e a presença ou ausência de sofrimento. Estudos indicam que a qualidade das amizades está associada ao bem-estar durante a adolescência.
Quais sinais podem indicar dificuldade para fazer amigos?
Cada adolescente apresenta características próprias, mas alguns sinais podem indicar dificuldades relacionadas à socialização ou às habilidades sociais:
- deseja fazer amigos, mas não sabe como se aproximar;
- tem dificuldade para iniciar ou manter conversas;
- fala apenas sobre os próprios interesses e não percebe quando o outro quer mudar de assunto;
- não sabe como entrar em um grupo que já está conversando;
- costuma ficar sozinho nos intervalos, festas ou atividades coletivas;
- apresenta dificuldade para compreender ironias, brincadeiras ou mensagens indiretas;
- interrompe, fala excessivamente ou tem dificuldade para esperar sua vez;
- faz comentários inadequados ao contexto sem perceber o impacto;
- envolve-se em conflitos frequentes com colegas;
- consegue iniciar amizades, mas tem dificuldade para mantê-las;
- sente que é ignorado, rejeitado ou deixado de lado;
- evita situações sociais por medo, vergonha ou insegurança;
- demonstra tristeza, irritação ou baixa autoestima por não ter amigos;
- relata que não sabe o que dizer ou como agir perto de outros adolescentes;
- mantém contato apenas pela internet e gostaria de ter mais interações presenciais;
- sofre provocações, exclusão ou bullying com frequência.
Um sinal isolado não permite concluir que exista um transtorno. O mais importante é observar a frequência, a intensidade e o impacto dessas dificuldades na vida escolar, familiar e emocional.
Por que meu(minha) filho(a) não consegue fazer amigos?
Não existe uma única explicação. A dificuldade para fazer ou manter amizades pode estar relacionada a diferentes fatores, que muitas vezes se combinam.
Timidez e insegurança
Alguns adolescentes precisam de mais tempo para se sentir à vontade. Podem temer parecer estranhos, serem julgados ou não saber o que dizer. Mesmo desejando participar, acabam esperando que os outros tomem a iniciativa.
Ansiedade social
Na ansiedade social, o medo de avaliação negativa pode fazer com que o adolescente evite conversas, apresentações, festas, encontros e outras situações sociais. Ele pode antecipar que será rejeitado, criticado ou ridicularizado e, por isso, reduzir as oportunidades de criar vínculos.
Poucas oportunidades de convivência
Mudanças de escola, isolamento prolongado, rotina muito restrita, dificuldade de acesso a atividades coletivas ou ausência de pessoas com interesses semelhantes podem limitar as oportunidades de amizade.
Dificuldades nas habilidades sociais
Fazer amigos envolve várias habilidades: iniciar uma conversa, demonstrar interesse, fazer perguntas, compartilhar informações, perceber sinais do outro, encontrar interesses em comum, entrar em grupos, combinar encontros e lidar com desentendimentos.
Quando algumas dessas habilidades não estão bem desenvolvidas, o adolescente pode querer se relacionar, mas não saber exatamente como agir.
TDAH
Adolescentes com TDAH podem apresentar impulsividade, dificuldade para acompanhar conversas, interromper com frequência, mudar rapidamente de assunto ou reagir de maneira intensa em conflitos. Esses comportamentos podem afetar as relações, especialmente quando não são compreendidos ou trabalhados.
Autismo
Adolescentes autistas podem encontrar barreiras nas interações com colegas, especialmente em contextos nos quais as regras sociais são implícitas ou dependem de leitura rápida de expressões, intenções e mudanças de assunto.
Isso não significa que pessoas autistas não desejem ou não sejam capazes de construir amizades. Muitos adolescentes autistas valorizam profundamente seus vínculos e desejam ter amigos. Também é necessário considerar que as dificuldades podem ocorrer na interação entre estilos diferentes de comunicação, e não apenas como uma característica individual do adolescente autista. Pesquisas mostram que pessoas autistas podem apresentar boa comunicação e conexão quando interagem com outras pessoas autistas, o que reforça a importância de considerar compatibilidade, aceitação e contexto social.
Experiências anteriores de rejeição ou bullying
Depois de ser excluído, ridicularizado ou humilhado, o adolescente pode passar a evitar novas aproximações. Em alguns casos, a aparente falta de interesse funciona como uma forma de proteção contra novas experiências dolorosas.
Interesses diferentes dos colegas
Nem sempre o problema está em “não saber socializar”. O adolescente pode simplesmente não ter encontrado pessoas com interesses, valores ou formas de comunicação compatíveis com os seus.
Por isso, ajudar um adolescente a fazer amigos não significa apenas ensiná-lo a se adaptar. Também envolve criar oportunidades para que encontre ambientes nos quais possa ser aceito, compartilhar interesses e construir relações recíprocas.
Dificuldade para fazer amigos é falta de esforço?
Na maioria das vezes, não.
Orientações como “é só conversar”, “vai lá e se enturma”, “seja mais sociável” ou “pare de ficar no celular” parecem simples para quem já domina essas situações. Para um adolescente que não sabe como iniciar uma conversa ou entrar em um grupo, porém, essas frases não explicam o que fazer.
Dizer apenas que ele precisa “se esforçar mais” pode aumentar a culpa e a sensação de inadequação. Uma abordagem mais útil é identificar em qual etapa está a dificuldade.
Ele não sabe onde encontrar pessoas com interesses semelhantes? Não sabe como iniciar a aproximação? Consegue conversar, mas monopoliza o assunto? Tem medo de ser rejeitado? Não percebe quando uma brincadeira incomoda o outro? Entra em conflitos e depois não sabe como reparar a relação?
Quando a dificuldade é compreendida de maneira específica, torna-se possível ensinar estratégias mais concretas.
Habilidades sociais podem ser aprendidas?
Sim. Habilidades sociais não são características fixas que a pessoa possui ou não possui. Elas podem ser ensinadas, observadas, praticadas e aprimoradas.
Isso não significa transformar o adolescente em alguém extrovertido ou obrigá-lo a esconder características pessoais. O objetivo é ampliar seu repertório de escolhas e oferecer recursos para que consiga participar das situações sociais que considera importantes.
Entre as habilidades que podem ser trabalhadas estão:
- iniciar e encerrar conversas;
- demonstrar interesse pelo que o outro diz;
- identificar interesses em comum;
- equilibrar perguntas e compartilhamento de informações;
- perceber quando o outro está interessado ou deseja encerrar o assunto;
- entrar e sair de conversas em grupo;
- convidar alguém para uma atividade;
- manter contato após uma primeira aproximação;
- lidar com discordâncias;
- reparar um conflito;
- responder a provocações;
- reconhecer relações pouco recíprocas ou prejudiciais;
- escolher ambientes nos quais seja mais provável encontrar pessoas compatíveis.
Intervenções estruturadas podem favorecer a aprendizagem dessas habilidades, especialmente quando incluem prática, orientação dos responsáveis e oportunidades de aplicação em situações reais. No caso de adolescentes autistas, estudos sobre o PEERS® encontraram resultados favoráveis em conhecimento social e outros indicadores de funcionamento social, embora os efeitos variem de acordo com a medida utilizada e com as características dos participantes.
Como ajudar um adolescente que não consegue fazer amigos?
O primeiro passo é conversar sem transformar a situação em cobrança.
Em vez de perguntar repetidamente “por que você não faz amigos?”, experimente perguntas mais específicas:
- “Você gostaria de ter mais contato com alguém?”
- “Existe alguma pessoa de quem você gostaria de se aproximar?”
- “O que costuma ser mais difícil: começar a conversa, manter o assunto ou chamar a pessoa para fazer algo?”
- “Você se sente sozinho ou está bem com a quantidade de contato que tem hoje?”
- “Já aconteceu alguma coisa que fez você parar de tentar?”
Também é importante validar a experiência antes de oferecer soluções. Frases como “imagino que seja difícil querer participar e não saber como” costumam favorecer mais abertura do que “você precisa sair mais de casa”.
Outras estratégias podem ajudar:
Incentive atividades relacionadas aos interesses do adolescente
Amizades tendem a surgir com mais facilidade quando existe convivência repetida e algum interesse compartilhado. Cursos, esportes, jogos, grupos culturais, atividades artísticas, voluntariado e comunidades relacionadas a interesses específicos podem criar oportunidades mais naturais de contato.
Evite comparações
Comparar o adolescente com irmãos, primos ou colegas tende a aumentar vergonha e resistência. Pessoas diferentes possuem ritmos e necessidades sociais diferentes.
Não force intimidade
Insistir para que o adolescente converse, abrace, participe de festas ou permaneça em situações desconfortáveis pode aumentar a ansiedade. A exposição precisa ser gradual, planejada e compatível com seus objetivos.
Ajude a transformar metas amplas em passos concretos
“Fazer amigos” é uma meta muito abstrata. Passos menores podem incluir cumprimentar um colega, fazer uma pergunta sobre um interesse em comum, sentar-se próximo de alguém conhecido ou convidar uma pessoa para jogar.
Observe se existe bullying ou exclusão
Nem toda dificuldade social decorre de habilidades do adolescente. Às vezes, ele está inserido em um ambiente hostil, pouco acolhedor ou incompatível. Nesses casos, a intervenção também precisa envolver a escola, os responsáveis e o contexto social.
Considere ajuda profissional
Quando existe sofrimento, isolamento persistente, ansiedade, conflitos frequentes ou prejuízo significativo, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender o que mantém a dificuldade e qual intervenção é mais adequada.
Quando a dificuldade para fazer amigos merece atenção profissional?
A busca por ajuda pode ser indicada quando:
- o adolescente demonstra sofrimento por não ter amigos;
- relata solidão frequente;
- evita a escola ou atividades por medo de interações;
- apresenta queda importante na autoestima;
- não consegue estabelecer relações apesar de tentar;
- sofre exclusão ou bullying repetidamente;
- envolve-se em conflitos frequentes;
- apresenta ansiedade intensa antes ou depois de situações sociais;
- deixa de realizar atividades importantes por insegurança;
- passa grande parte do tempo isolado e gostaria que fosse diferente;
- as dificuldades sociais interferem na vida escolar, familiar ou emocional;
- há dúvida sobre ansiedade social, TDAH, autismo ou outra condição associada.
Mudanças abruptas também merecem atenção. Um adolescente que mantinha amizades e começa a se afastar de todos pode estar enfrentando conflitos, bullying, ansiedade, depressão ou outros problemas emocionais.
Qual profissional procurar?
O psicólogo pode realizar uma avaliação clínica para compreender as dificuldades do adolescente, seus objetivos, o contexto familiar e escolar e a presença de sintomas emocionais ou comportamentais.
Dependendo do caso, podem ser indicados:
- psicoterapia individual;
- orientação parental;
- contato ou intervenção junto à escola;
- treinamento em habilidades sociais;
- avaliação neuropsicológica;
- avaliação médica ou psiquiátrica;
- grupos estruturados para desenvolvimento de habilidades sociais.
A intervenção deve ser escolhida a partir das necessidades individuais. Nem todo adolescente que tem poucos amigos precisa de terapia, e nem toda dificuldade social é resolvida da mesma forma.
O que é o treinamento de habilidades sociais?
O treinamento de habilidades sociais é uma intervenção estruturada que busca ensinar e praticar comportamentos importantes para as relações interpessoais.
Em vez de apenas conversar sobre a dificuldade, o adolescente pode aprender estratégias, observar demonstrações, participar de ensaios comportamentais e testar novas formas de agir no cotidiano.
Um treinamento de qualidade não deve ensinar obediência cega a regras sociais nem incentivar o adolescente a esconder sua identidade. O foco deve estar em ampliar autonomia, segurança, reciprocidade e capacidade de escolha, respeitando suas características e seus objetivos.
O Programa PEERS® pode ajudar?
Uma das intervenções estruturadas para adolescentes com dificuldades de socialização é o Programa PEERS® para Adolescentes.
Desenvolvido na UCLA, o PEERS® ensina habilidades relacionadas a conversação, entrada em grupos, escolha de amigos, organização de encontros, conflitos, provocações e manutenção de amizades. Os responsáveis participam paralelamente para apoiar a prática das estratégias no cotidiano.
O programa é amplamente estudado com adolescentes autistas e também é destinado a jovens com outros desafios sociais. A indicação depende de triagem, motivação e compatibilidade entre as necessidades do adolescente e a proposta do grupo. A literatura disponível apresenta resultados favoráveis, mas, como em qualquer intervenção psicológica, não se deve prometer que todos os participantes terão os mesmos resultados.
Para conhecer melhor a proposta, acesse: Programa PEERS® para Adolescentes: o que é, para quem é indicado e como funciona.
Perguntas frequentes
Meu(minha) filho(a) não tem amigos. Isso significa que ele tem autismo?
Não. A dificuldade para fazer amigos pode estar associada a diferentes fatores, incluindo timidez, ansiedade social, TDAH, autismo, experiências de rejeição, poucas oportunidades de convivência ou dificuldade para encontrar pessoas com interesses semelhantes. Apenas uma avaliação adequada pode investigar o conjunto de características do adolescente.
Adolescente sem amigos sempre precisa de terapia?
Não. É necessário considerar se o adolescente deseja ter mais amizades, se está satisfeito com sua vida social e se existe sofrimento ou prejuízo. Ter poucos amigos não é, por si só, um problema clínico.
Como ajudar meu(minha) filho(a) a fazer amigos na escola?
É possível ajudá-lo(a) a identificar colegas com interesses em comum, participar de atividades estruturadas, praticar formas de iniciar conversas e conversar com a escola quando houver exclusão ou bullying. Evite pressioná-lo(a) a “se enturmar” sem investigar qual parte da situação é difícil.
A internet atrapalha as amizades?
Depende de como é utilizada. Para alguns adolescentes, especialmente aqueles que encontram poucas pessoas com interesses semelhantes no ambiente presencial, a internet pode facilitar vínculos significativos. O ponto principal é avaliar a qualidade e a segurança das relações, além do equilíbrio com outras áreas da vida.
Meu(minha) filho(a) quer ter amigos, mas não sabe conversar. O que fazer?
Procure identificar quais situações são mais difíceis. Iniciar um assunto, demonstrar interesse, perceber sinais do outro e manter contato são habilidades diferentes e podem ser ensinadas separadamente. Quando existe sofrimento ou prejuízo, uma avaliação psicológica pode ajudar.
O treinamento de habilidades sociais serve para adolescentes autistas?
Pode ser indicado para muitos adolescentes autistas, desde que respeite suas formas de comunicação, interesses, necessidades e objetivos. A proposta não deve ser obrigá-los a parecer não autistas, mas ampliar recursos para participar das relações que desejam construir.
Considerações finais
Quando um responsável diz “meu(minha) filho(a) não consegue fazer amigos”, essa frase pode representar situações muito diferentes.
O adolescente pode preferir poucos vínculos, não ter encontrado pessoas compatíveis, sentir ansiedade, ter sido rejeitado ou ainda não ter aprendido algumas habilidades necessárias para iniciar e manter amizades.
Por isso, o objetivo não deve ser simplesmente fazê-lo(a) socializar mais. É necessário compreender o que ele(a) deseja, quais barreiras encontra e de que tipo de apoio precisa.
Ter dificuldade para fazer amigos não significa falta de interesse, falta de educação ou falta de esforço. Em muitos casos, significa que o adolescente precisa de oportunidades mais adequadas, ambientes mais acolhedores ou ensino estruturado de habilidades que outras pessoas desenvolveram de maneira espontânea.
Quando existe sofrimento, buscar orientação profissional pode ser um passo importante para compreender a situação e construir estratégias mais respeitosas e eficazes.
Daniel Monteiro
Psicólogo | CRP 06/224090
Referências
Alsarrani, A., Hunter, R. F., Dunne, L., & Garcia, L. (2022). Association between friendship quality and subjective wellbeing among adolescents: A systematic review. BMC Public Health, 22, Article 2420. https://doi.org/10.1186/s12889-022-14776-4
Crompton, C. J., Ropar, D., Evans-Williams, C. V. M., Flynn, E. G., & Fletcher-Watson, S. (2020). Autistic peer-to-peer information transfer is highly effective. Autism, 24(7), 1704–1712. https://doi.org/10.1177/1362361320919286
Laugeson, E. A. (2017). PEERS® for adolescents: Social skills training for teens with autism spectrum disorder and other social challenges (2nd ed.). Routledge.
Laugeson, E. A., Frankel, F., Gantman, A., Dillon, A. R., & Mogil, C. (2012). Evidence-based social skills training for adolescents with autism spectrum disorders: The UCLA PEERS Program. Journal of Autism and Developmental Disorders, 42(6), 1025–1036. https://doi.org/10.1007/s10803-011-1339-1
Rodda, A., & Estes, A. (2018). Supporting peer relationships and friendships for school-aged children with autism spectrum disorder. Seminars in Speech and Language, 39(2), 178–194. https://doi.org/10.1055/s-0038-1628369
Zheng, S., Kim, H., Salzman, E., Ankenman, K., & Bent, S. (2021). Improving social knowledge and skills among adolescents with autism: Systematic review and meta-analysis of UCLA PEERS® for adolescents. Journal of Autism and Developmental Disorders, 51(12), 4488–4503. https://doi.org/10.1007/s10803-021-04885-1
